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Cronologia de Aionvarr

Dos Primórdios à Era das Raças

A história de Aionvarr remonta a tempos muito anteriores ao surgimento da vida e das primeiras civilizações. Seus acontecimentos mais antigos estão ligados aos próprios deuses, às suas criações e às disputas que moldaram o universo.

As datas apresentadas são aproximadas e, em alguns casos, representam períodos cuja duração exata permanece desconhecida.


A Trégua Primordial

∞

Elunara, a criadora, e Vorthalys, o destruidor, estabelecem uma trégua após uma existência de oposição eterna. Como símbolo desse acordo, criam Aion'Vel, o Cronista, cuja existência marca o início do tempo.


A Criação dos Domínios Divinos

Início dos Tempos

Aion'Vel estabelece o espaço e cria os domínios invisíveis, destinados a abrigar os espíritos. Em seguida, Elunara cria Aurion, enquanto Vorthalys dá origem a Nyzara, estabelecendo as duas grandes famílias espirituais do universo.


As Primeiras Criações Divinas

Data desconhecida

Aurion inicia suas obras criando espíritos semelhantes a si próprio. Posteriormente, dedica-se à criação das coisas visíveis e invisíveis. Nyzara, por sua vez, responde criando seus próprios espíritos, semelhantes à sua natureza.

Assim surgem duas grandes famílias espirituais, que passam a coexistir no universo.


O Nascimento das Estrelas

c. 12 bilhões de anos

Aurion preenche o vazio físico com luz e calor. Cria estrelas de diferentes tamanhos e cores, transformando a imensidão vazia em um universo repleto de corpos luminosos.

Velluna utiliza a poeira cósmica e os materiais não luminosos dispersos pelo universo para formar os demais corpos celestes, entre eles planetas, luas e asteroides.


A Formação de Aionvarr

c. 4 bilhões de anos

Velluna forma um planeta próximo a uma das estrelas criadas por Aurion. Thamor se interessa por aquele mundo ao perceber que a água, uma de suas criações, poderia existir ali em estado líquido.

Ele provoca chuvas incessantes que duram milênios, inundando a superfície do planeta. Velluna aprecia a obra de seu irmão, mas considera a paisagem excessivamente monótona. Decide então fazer emergir uma grande porção de terra, dando origem ao continente de Aionvarr.


As Experiências de Molgrun

Entre 4 e 1 bilhão de anos

Molgrun, o mais curioso dos espíritos de Nyzara, escolhe um planeta distante e passa a moldá-lo segundo sua própria vontade.

Ali, torna-se o primeiro a criar vida, embora suas experiências resultem em criaturas aberrantes. Essas formas de vida desenvolvem inteligência e alcançam a capacidade de viajar pelo espaço muito antes do surgimento dos primeiros seres vivos de Aionvarr.

Em uma de suas viagens, visitam o planeta, mas não encontram nada que desperte seu interesse.


O Surgimento da Vida

c. 1,5 bilhão de anos

Lirena decide avançar na formação de Aionvarr. Com o auxílio de Thamor e Velluna, dá origem às primeiras formas de vida do planeta, inicialmente nos oceanos e, posteriormente, em terra firme.

À medida que as espécies se desenvolvem, as criaturas de Molgrun retornam a Aionvarr. Passam a sequestrar diferentes espécies para estudá-las e realizar experimentos em seu próprio mundo.

Desse processo surgem os primeiros monstros, que são posteriormente levados a Aionvarr para que seus criadores observem como sua presença afeta o ambiente natural.


O Nascimento dos Dragões

c. 100 milhões de anos

Vraethyss volta sua atenção para a criação de uma nova espécie. Em outro planeta, dá origem aos Vraether, os dragões, concebidos para serem criaturas extremamente poderosas.

Para alcançar esse objetivo, procura Myrriena, espírito pertencente à família de Aurion. Myrriena concede aos dragões o poder de manipular as forças elementais, vinculando suas existências a essas energias.

Sua colaboração com Vraethyss é considerada uma traição por Aurion, que a expulsa de sua família espiritual.


A Chegada dos Dragões e o Nascimento dos Titãs

c. 65 milhões de anos

Os Vraether mais poderosos alcançam Aionvarr através de portais mágicos. Temendo que essas criaturas dominem o planeta, Velluna, com o auxílio de Lirena e do próprio Aurion, cria os Brynmaie, os titãs.

Esses seres são concebidos para enfrentar as monstruosidades sobrenaturais de Vraethyss e possuir força suficiente para combatê-las em igualdade de condições.


A Criação dos Phaross

c. 1 milhão de anos

Alguns espíritos pertencentes à família de Aurion unem-se àqueles que já trabalhavam em Aionvarr. Juntos, realizam uma de suas maiores criações: os Phaross.

Mais do que um povo inteligente, os Phaross são dotados do potencial para desenvolver algumas das qualidades mais sublimes dos próprios deuses.

Impressionado com essa criação, Aurion pede a Aion'Vel que lhes conceda uma dádiva até então reservada aos espíritos: a capacidade de existir indefinidamente, sem envelhecer ou morrer por causas naturais.

Aion'Vel aprova o pedido e concede sua bênção aos Phaross. Embora continuem vulneráveis à morte violenta, passam a ter a possibilidade de viver enquanto o universo existir.


A Queda dos Titãs

c. 900 mil anos

Invejando os privilégios concedidos aos Phaross, os Brynmaie começam a alimentar ressentimento contra os deuses. Em sua ambição, recorrem a Nyzara e Myrriena em busca de poder suficiente para desafiar os próprios criadores.

Sua rebelião é respondida com a retirada do favor divino e uma maldição que altera profundamente sua natureza. Perdem parte de sua força física, longevidade e inteligência, sendo transformados em uma raça de seres menores.

A partir de então, passam a ser conhecidos como Baross, os gigantes.


A Corrupção dos Phaross e o Fim da Idade de Ouro

c. 600 mil anos

Zaeryss, deusa da corrupção, decide voltar sua atenção para os Phaross. Assumindo formas físicas, aproxima-se deles e os convence de que precisam buscar a magia para se proteger dos perigos do mundo e exercer maior controle sobre aquilo que os cerca.

A maioria cede à tentação. Passam a invocar Myrriena e estudar seus mistérios, adquirindo poderes mágicos que jamais deveriam ter buscado.

A transgressão não passa despercebida. Alguns séculos depois, Aion'Vel se pronuncia pela primeira e única vez diretamente aos mortais rebeldes. Sua sentença é severa: todos aqueles que se envolveram com a magia perdem a bênção da eternidade.

A partir dessa punição, os Phaross são divididos em diferentes povos, conforme suas escolhas e a intervenção dos deuses.

Os Thrus

Broggar acolhe aqueles que reconhecem seus erros, arrependem-se e aceitam a punição divina. Conduz esse povo para as profundezas das montanhas, onde dá origem aos Thrus, os anões.

Os Nam

Ygvallie se agrada daqueles que compreendem a justiça da sentença, mas não se arrependem de suas escolhas. Conduz esse povo para as regiões meridionais do continente, dando origem aos Nam, os humanos.

Os Thamorianos

Thamor escolhe aqueles que já possuíam afinidade com o mar, especialmente os que se dedicavam à navegação e à subsistência marítima. Conduz seu povo para as profundezas oceânicas, onde estabelece um novo lar. O próprio deus passa a habitar o fundo do mar em forma física, tornando-se governante e deus-rei de seus protegidos.

Os Arsi

Faerandil acolhe os poucos Phaross que não se corromperam pelo uso da magia. Para protegê-los dos perigos do mundo, conduz esse povo às florestas ancestrais, onde dá origem aos Arsi, os elfos.

Com a divisão dos Phaross e o surgimento dos novos povos, chega ao fim a Idade de Ouro dos mortais.


O Surgimento das Raças Feéricas

Entre 600 mil e 500 mil anos

Preocupada com o equilíbrio natural de seu mundo, Velluna decide criar as raças feéricas, destinadas a proteger a natureza de Aionvarr.

Após essa criação, a própria deusa passa a habitar o planeta em forma física, fundindo sua essência à existência do mundo natural.


O Nascimento dos Zarkrun

c. 90 mil anos

Skalara volta sua atenção para os povos mortais e inicia um processo de corrupção que atinge os Arsi, Nam, Thrus, Baross e Thamorianos.

Dessa corrupção surgem os Zarkrun, uma nova família de povos humanoides monstruosos.


O Surgimento dos Skirmir

c. 10 mil anos

Zibrek e Tyrrena realizam uma aposta que acaba resultando na criação dos Skirmir a partir de um grupo de indivíduos pertencentes aos Nam.

O resultado dessa disputa agrada a ambos, que passam a ser reconhecidos como divindades padroeiras desse novo povo.

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